
Morreu neste domingo (02/11), o compositor, cantor e um dos fundadores, em 1960, do lendário movimento cultural Clube da Esquina, o mineiro Salomão Borges Filho, o Lô Borges.
A morte do multi-instumentista deixa uma geração de fãs, amigos e familiares abalada, pessoas como o irmão e também músico Márcio Borges, Milton Nascimento, Ronaldo Bastos, Beto Guedes, Flávio Venturini e Wagner Tiso. O Clube da Esquina deu nome ao álbun considerado um dos melhores de todos os tempos no ranking da Revista Paste Magazine, em 1972.
Figura tímida e extremamente talentosa, Lô Borges tinha 73 anos e estava internado na UTI do Hospital Unimed Contorno, em Belo Horizonte, desde o dia 17/10 por intoxicação por medicamentos. No dia 25, ele chegou a passar por traqueostomia e hemodiálise, que permitiram uma temporária estabilidade hemodinâmica e metabólica, com controle de oxigenação.
Lô começou a tocar violão aos nove anos. Nasceu em 10 de janeiro de 1052, em Belo Horizonte, onde sempre viveu embora tenha se apresentado em vários palcos do mundo. Ele deixa 16 álbuns, com obras como ‘Um Girassol da Cor do Seu Cabelo’, ‘O Trem Azul’e Paisagem da Janela’, e parcerias com Tom Jobim, Milton Nascimento, Elis Regina, Toninho Horta, Vagner Tiso, Ronaldo Bastos, Samuel Rosa e 14 Bis. Ele também gravou um ábum com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, ao vivo.
‘E aí, aos meus dez anos de idade, aconteceu muita coisa: eu conheci o Bituca, com dez anos. ‘Você gosta de música né menino? Você gosta de música né?’ Eu falei que meus irmão se meus pais adoravam música e que tocavam música. Aí ele fala assim: “Estou para ir na sua casa. Eu conheço seus irmãos.” Aí ele passou a frequentar minha casa. (Programa do Bial/TV Globo)

