Pacto comercial deve garantir “mais investimentos europeus na região do Mercosul e no Brasil, e mais investimentos brasileiros nos 27 países da Europa”, afirmou o ministro
O vice-presidente e ministro do o Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo brasileiro acredita que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) entre em vigor ainda em 2026. Para isso, é necessário que o Parlamento Europeu e os congressos nacionais da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai validem o pacto.
” Se o Congresso Brasileiro votar no primeiro semestre, nós não dependemos da Argentina, Paraguai e Uruguai para já entrar em vigência”, afirmou Alckmin
No entanto, com o Congresso Nacional brasileiro aprovando, é possível que já entre em vigor, possibilitando que a sociedade tenha acesso a produtos de maiior qualidade com preços mais baratos.
A expectativa é porque o acordo tem potencial para gerar empregos e investimentos no país. Ocorre que apenas a indústria de transformação brasileira exportou US$23,6 bilhões para a União Europeia, num crescimento de 5,4%, em 22 estados brasileiros, no ano de 2024. Em termos mundiais este crescimento chegou a 3,8%. No Brasil, 30% dos exportadores, cerca de 9 mil empresas, vendem para a Europa.
Compromisso com as mudanças climáticas
Para Geraldo Ackmin, o acordo fortalece o regramento de um comércio com compromisso de combate às mudanças climáticas. “Quem for mais competitivo vende”, afirmou o vice-presidente.
Outro destaque ficou por conta do contexto geopolítico, de instabilidade e conflitos. “É possível construir caminho de comércio com rgras de abertura comercial e de fortalecimento do multilateralismo”, disse Alckmin.
Marco histórico
A decisão de dar andamento ao acordo comercial com o Mercosul, que aguardava há 24 anos pela aprovação, foi validado por ampla maioria dos países que integram a União Europeia, segundo a presidente da Comissão Europeia, Úrsula von der Leyen.
“A decisão do Conselho de apoiar o acordo UE-Mercosul é histórica”, afirmou Van der Leyen, “estamos empenhados em criar crescimento, empregos e garantir os interesses dos consumidores e das empresas europeias”


