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Governo quer conter abusos nos preços dos combustíveis após escalada no Irã

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O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou a criação de uma Sala de Monitoramento do Abastecimento para acompanhar, em tempo real, as oscilações do mercado de combustíveis. A medida surge como resposta imediata à escalada das tensões no Oriente Médio e às reclamações de postos e governos estaduais sobre altas “injustificadas” impostas pelas distribuidoras.

Olho vivo no mercado internacional e nacional

A nova estrutura do governo vai cruzar dados do mercado global com a logística nacional. O foco é evitar que a instabilidade na maior região exportadora de petróleo do mundo — que detém cerca de 60% das reservas globais — cause desabastecimento ou uma explosão de preços artificial no Brasil.

Em nota oficial, o MME destacou que intensificou o diálogo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo) e com os principais agentes da cadeia produtiva. O objetivo é claro: identificar riscos rapidamente e garantir que o fornecimento de diesel e gasolina siga a normalidade.

Suspeita de preços abusivos sob investigação

Enquanto o mercado global oscila, a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) já acionou o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para investigar aumentos recentes registrados em quatro estados e no Distrito Federal.

O movimento ocorre após sindicatos de postos na Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e DF denunciarem que as distribuidoras elevaram os preços de repasse alegando a alta do petróleo. No entanto, há um detalhe crucial: a Petrobras ainda não anunciou qualquer reajuste em suas refinarias.

“A Senacon solicitou que o Cade avalie indícios de práticas que prejudiquem a livre concorrência ou tentativas de combinação de preços entre concorrentes”, informou o ministério.

Entenda o conflito: O que está acontecendo no Oriente Médio?

A atual crise ganhou contornos dramáticos em 2026. Após o retorno de Donald Trump à Casa Branca em 2025, a pressão sobre o Irã aumentou, culminando em eventos que abalaram o mercado:

  • Ataque a Teerã: Em 28 de fevereiro de 2026, uma ofensiva conjunta entre EUA e Israel atingiu a capital iraniana, resultando na morte do líder supremo, Aiatolá Ali Khamenei.
  • Sucessão e Retaliação: Mojtaba Khamenei assumiu o poder no Irã, que respondeu com disparos de mísseis contra bases americanas em países como Kuwait, Catar e Jordânia.
  • Pressão Geopolítica: O governo americano exige o desmantelamento total do programa nuclear iraniano e o fim do apoio a grupos como Hamas e Hezbollah.

Apesar do Brasil ser um grande produtor de petróleo bruto, o país ainda depende da importação de derivados, como o diesel. Por isso, o monitoramento é visto como vital para evitar que o conflito no Golfo Pérsico pese no bolso do motorista brasileiro de forma indevida.

Com informações da Agência Brasil

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