O mercado financeiro global viveu um dia de fortes emoções e correções nesta segunda-feira (9). Sob o impacto de declarações do presidente Donald Trump indicando o fim próximo das hostilidades no Oriente Médio, o dólar comercial registrou queda acentuada de 1,52%, encerrando o dia vendido a R$ 5,165.
A queda da moeda americana praticamente neutraliza a valorização acumulada desde o início do conflito. No cenário nacional, o otimismo impulsionou o Ibovespa, que subiu 0,86%, fechando aos 180.915 pontos.
O “Fator Trump” e a Volatilidade
O dia começou tenso, com o dólar abrindo em R$ 5,28. No entanto, o cenário mudou drasticamente após Trump afirmar, em entrevista à rede CBS, que a guerra contra o Irã está “praticamente concluída”. O presidente americano destacou que as operações estão “muito à frente” do cronograma inicial de cinco semanas.
“A fala foi o gatilho para investidores venderem dólares e realizarem lucros, reduzindo a pressão sobre o Real”, avaliam analistas de mercado.
Queda no Preço do Barril e Alívio no Euro
O impacto também foi sentido nas commodities e em outras moedas:
- Petróleo Brent: Após atingir a marca preocupante de US$ 119,50 durante a madrugada, o barril recuou bruscamente para US$ 87 após as falas de Trump.
- Euro: A moeda europeia fechou cotada a R$ 5,99, quebrando a barreira psicológica dos R$ 6,00 pela primeira vez desde fevereiro do ano passado.
- Acumulado 2026: No ano, a divisa americana já acumula uma queda de 5,89% frente à moeda brasileira.
Geopolítica e Estreito de Ormuz
Além da diplomacia americana, outros dois fatores ajudaram a conter a escalada do petróleo:
Ação do G7: O grupo das sete nações mais industrializadas anunciou um pacote de ajuda emergencial para estabilizar o setor petroleiro.
- Segurança Marítima: O anúncio do presidente francês, Emmanuel Macron, sobre o envio de fragatas para proteger navios no Estreito de Ormuz (atualmente bloqueado pelo Irã) trouxe maior segurança ao fluxo de exportação global.
Com informações da Agência Brasil/Reuters


