Khamenei era símbolo de resistência para iranianos; discidentes comemoram
O Irã iniciou os 40 dias de luto pela morte de seu líder supremo Aiatolá Ali Khamenei, em ataque perpetrado pelos Estados Unidos e Israel. A mídia estatal fez o anúncio. Além de Khamenei, a filha, genro e neta do líder iraniano, altos funcionários da segurança do Irã morreram no atentado.
Este é considerado um dos mais fortes golpes desde a Revolução Islâmica em 1979. Até então, os xás eram lideres monárquicos, sendo que o último foi Mohammad Reza Pahlavi. Milhões de iranianos e manifestantes seculares contrários ao autoritarismo de Pahlavi foram às ruas e conseguiram a derrubada do regime.
Viral em moldes históricos
No final dos anos 1970, as pessoas contrárias ao regime disseminavam os discursos do Aiatolá Ruhollah Khomeini, que estava exilado, por meio de fitas cassete. O resultado foi a repercussão nas cidades e nas províncias do país.
Comemorações
Há relatos de comemoração pelo extermínio de Khamenei em ruas de Teerã, Karaj e Isfahan. O líder iraniano assumiu a liderança em 1989, com a morte de o aiatolá Ruhollah Khomeini.

