A operação policial dispersou o grande fluxo há um ano, mas pequenos grupos se formaram criando uma “cracolândia invisível” que migra por diferentes pontos do centro da Capital paulista
Dados de maio de 2025 apontaram um aumento de 41% nos furtos na região da Sé e 15% na região de Campos Elísios em comparação ao ano anterior, logo após o fim da operação na área da Cracolândia, na região central da capital paulista, registrando, ali, queda nos roubos. O governo paulista afirma colher os resultados da ampliação da rede de atendimento a dependentes químicos, que tem levado uma nova perspectiva de vida a ex-frequentadores da extinta cena aberta de uso de drogas. O avanço seria resultado de um conjunto de ações integradas do Governo de São Paulo nas áreas de segurança, saúde e assistência social, em parceria com a prefeitura da capital, que levou ao esvaziamento definitivo da Cracolândia.
O fluxo de venda e consumo de drogas, que chegou a concentrar cerca de 2 mil usuários na rua dos Protestantes e se deslocou ao longo de décadas por vias como Helvétia, Dino Bueno, Alameda Cleveland e Praça Princesa Isabel, foi desmontado após uma série de ações coordenadas, segundo a assessoria paulista. A desocupação total da rua dos Protestantes, em maio de 2025, simbolizou o fim da Cracolândia como problema estrutural no centro da cidade, segundo o estado.
“O que aconteceu no Centro foi uma estratégia de asfixia financeira contra o crime organizado. Atacamos a logística e o dinheiro ao mesmo tempo: fechamos os hotéis, pensões e ferros-velhos que sustentavam o tráfico, obtivemos o bloqueio judicial dos bens adquiridos com dinheiro de droga e prendemos os operadores do esquema”, afirma o secretário de Segurança Pública, Nico Gonçalves.
Agora, a estratégia envolve aumentar o policiamento nas áreas que tiveram aumento da criminalidade e implementar um projeto estrutural diferenciado para a antiga Cracolândia.


