Corrupção e peculato constam no inquérito policial da Operação Falsa Emergência
O inquérito policial da Operação Falsa Emergência, instaurado pela Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (Decor) da Polícia Civil do Tocantins, identificou indícios de direcionamento de parceria a partir da supressão de etapas legalmente exigidas elaboração de documentos e manifestações administrativas incompatíveis com a cronologia dos faros, utilização de mecanismos destinados a aparentar legitimidade e irregularidades na aplicação de recursos públicos. Também foram identificados indícios de atuação coordenada entre agentes públicos e particulares para viabilizar a formação de parceria, obtenção de vantagens indevidas, ocultação de patrimônio e obstrução de investigação.
A Operação Falsa Emergência apurou supostas irregularidades relacionadas à celebração de parceria destinada à gestão de serviços públicos de saúde nas Unidades de Pronto Atendimento do município de Palmas. A investigação realizou análises documentais, diligências de campo, monitoramentos, oitivas de testemunhas e investigados, exames de informações financeiras e patrimoniais.
Até o momento, foram 10 indiciados por crimes de peculato-desvio, peculato culposo, corrupção passiva majorada, associação criminosa, lavagem de capitais, favorecimento pessoal e falso testemunho, conforme a conduta pessoal atribuída a cada investigado. Três foram presos preventivamente por atrapalharem o andamento das investigações e permanecem detidas para a proteção do regular andamento da persecução criminal.
Com o fim dow procedimentos policiais, os autos foram encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do Estado do Tocantins para as providências cabíveis.


